
A partir de 16 de agosto, tem início oficialmente a campanha eleitoral de 2026. Embora o foco imediato seja a escolha dos representantes para os cargos em disputa neste pleito, a eleição também começa a desenhar o cenário político para a sucessão municipal de 2028, especialmente em relação à Prefeitura de Itajuípe.
Para parte do eleitorado, pode parecer cedo fazer essa projeção. No entanto, na política, uma eleição costuma influenciar a seguinte. O desempenho dos candidatos, a formação de alianças, o fortalecimento ou enfraquecimento de lideranças e a capacidade de articulação dos grupos políticos tendem a repercutir nos pleitos futuros.
Naturalmente, o cenário ainda pode sofrer alterações ao longo dos próximos dois anos. A política é dinâmica e fatores como mudanças de conjuntura, novas alianças e o surgimento de lideranças podem modificar o quadro. Ainda assim, já é possível identificar movimentos que ajudam a compreender o atual “xadrez político” do município.
Entre os nomes que permanecem no debate está o do ex-prefeito Marcone Amaral (PSD), que administrou o município por dois mandatos. Caso venha a conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, chegará a 2028 politicamente fortalecido. Mesmo que não seja eleito deputado estadual, sua trajetória política e o capital eleitoral acumulado tendem a mantê-lo como uma liderança relevante no município.
No campo da oposição, Si Dantas(Republicanos ), está disputando uma cadeira na Alba. O resultado dessa candidatura poderá influenciar diretamente seu espaço político para 2028. Um desempenho expressivo pode fortalecer sua posição dentro do grupo político; por outro lado, um resultado abaixo das expectativas poderá impor novos desafios para a consolidação de uma futura candidatura majoritária.
Já no grupo governista, a sucessão do prefeito Léo da Capoeira (Avante ), também deverá movimentar o cenário político. O eventual candidato ou candidata apoiado pela atual administração poderá contar com a força da estrutura governamental e da continuidade do projeto político. Entretanto, isso não significa uma disputa sem dificuldades, pois outros nomes além dos já citados poderão surgir ao longo do processo, tornando a eleição municipal bastante indefinida e competitiva.
Dessa forma, embora o pleito de 2026 tenha objetivos próprios, seus resultados terão influência significativa sobre a corrida eleitoral de 2028. Mais do que a conquista de mandatos, a eleição servirá para medir forças, consolidar lideranças e redefinir o equilíbrio entre os principais grupos políticos de Itajuípe.
Ainda é cedo para apontar favoritos, mas uma conclusão já pode ser feita: a campanha que começa em 16 de agosto representa o primeiro movimento de uma disputa que terá desdobramentos importantes na sucessão municipal de 2028. A partir dela, o tabuleiro político começará a revelar quais lideranças chegarão mais fortalecidas para o próximo ciclo eleitoral.
Por: Erê MBA em Comunicação Eleitoral e Marketing Político – Facuminas;Graduado em Gestão Pública – Uniasselvi; Pós-graduado em Gestão Pública Municipal – UESC MBA; Gestão Hospitalar – Faculdade Metropolitana e Apresentador do podcast Ponto X
