Eu não dependo diretamente das políticas sociais do governo Lula. Talvez justamente por isso eu possa afirmar que minha escolha não está baseada apenas em uma necessidade pessoal. Ela está baseada em uma visão de país e naquilo que acredito ser melhor para milhões de brasileiros.

Nunca foi tão fácil escolher um lado.

Deveríamos ter, como regra para qualquer eleição, educação política, consciência de classe e amor ao próximo. Afinal, votar não é apenas escolher alguém para ocupar um cargo. É decidir quais ideias, quais prioridades e qual projeto de sociedade queremos para o nosso país.

Nesta eleição, temos diante de nós projetos muito diferentes.

De um lado, um projeto que coloca as políticas públicas de inclusão social, a redução da pobreza e a presença do Estado na vida dos mais vulneráveis como prioridades. Do outro, um projeto de extrema direita que, considerando os discursos e posicionamentos já apresentados, representa, na minha avaliação, o risco de ampliar a vulnerabilidade social de milhões de brasileiros.

Não se trata de acreditar que Lula seja perfeito. Não é.

Governos podem e devem ser criticados. Políticas públicas podem ser aperfeiçoadas. Erros precisam ser reconhecidos e corrigidos.

Mas eleição não é concurso para escolher o candidato perfeito. É uma escolha entre projetos, caminhos e consequências.

E é justamente por isso que, para mim, a escolha está clara.

O que está em jogo no dia 25 é muito maior do que a disputa entre dois nomes.

Está em jogo o futuro da educação pública. O SUS. As políticas de combate à pobreza. A inclusão social. As oportunidades para os jovens. A proteção dos trabalhadores. A soberania nacional. A própria democracia.

E faço algumas perguntas que considero fundamentais:

Como será a educação?

Como ficará a saúde pública?

O que acontecerá com as políticas de inclusão social?

Quem estará ao lado dos milhões de brasileiros que dependem das políticas públicas para sobreviver e construir uma vida melhor?

E, principalmente:

Que país teremos amanhã se a extrema direita voltar ao poder?

Não podemos tratar uma eleição dessa dimensão como uma aposta.

Como votar no acaso?

Ao contrário do que diz a música, não podemos ficar esperando que o acaso venha nos proteger enquanto estivermos distraídos.

Essa distração pode custar caro demais.

Por isso, antes de apertar o botão na urna, pense na sua origem. Pense na sua família. Pense na sua comunidade. Pense naquele brasileiro que depende do SUS, da escola pública, do Bolsa Família, da universidade, do crédito, da assistência social ou de qualquer outra política pública que ajude a garantir dignidade.

Pense também em quem historicamente ficou à margem das oportunidades.

E, acima de tudo, pense no próximo.

Consciência de classe não é dividir o Brasil. É compreender de onde viemos, quais são os nossos interesses e quem mais precisa de oportunidades para mudar de vida.

Eu não voto apenas pensando em mim.

Voto pensando naqueles que precisam de um Estado que ofereça oportunidades.

Voto pensando na democracia.

Voto pensando na soberania do Brasil.

Voto pensando no futuro.

Porque, no fim das contas, não podemos entregar o destino de milhões de brasileiros ao acaso.

Vote com consciência. Vote olhando para a sua origem. Vote pensando no coletivo. E, sobretudo, vote com amor ao próximo.

Por: Erê

MBA em Comunicação Eleitoral e Marketing Político – Facuminas.

Pós-graduado em Gestão Pública Municipal – UESC.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *